CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE

Seja bem-vindo a "CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE". Aqui procuraremos apresentar artigos acerca de assuntos acadêmicos relacionados aos mais diversos saberes, mantendo sempre a premissa de que a teologia é a rainha das ciências, pois trata dos fundamentos (pressupostos) de todo pensamento, bem como de seu encerramento ou coroamento final. Inspiramo-nos em John Wesley, leitor voraz de poesia e filosofia clássica, conhecedor e professor de várias línguas, escritor de livros de medicina, teólogo, filantropo, professor de Oxford e pregador fervoroso do avivamento espiritual que incendiou a Inglaterra no século XVIII.

A situação atual é avaliada dentro de seus vários aspectos modais (econômico, jurídico, político, linguístico, etc.), mas com a certeza de que esses momentos da realidade precisam encontrar um fator último e absoluto que lhes dê coerência. Esse fator último define a cosmovisão adotada. Caso não reconheçamos Deus nela, incorreremos no erro de absolutizar algum aspecto modal, que é relativo por definição.

A nossa cosmovisão não é baseada na dicotomia "forma e matéria" (pensamento greco-clássico), nem na dicotomia "natureza-graça" (catolicismo), nem na "natureza-liberdade" (humanismo), mas, sim, na tricotomia "criação-queda-redenção" (pensamento evangélico).

ESTE BLOG INICIOU EM 09 DE JANEIRO DE 2012





quinta-feira, 1 de outubro de 2015

ROGER SCRUTON E A REFORMA PROTESTANTE

No prefácio de seu livro “Como ser um conservador”, Roger Scruton diz:

         “Pois, na sua manifestação empírica, o conservadorismo é um fenômeno mais especificamente moderno, uma reação às vastas mudanças desencadeadas pela Reforma e pelo Iluminismo”.
            Roger Scruton diz defender a democracia parlamentar e as liberdades civis, mas assevera que o seu conservadorismo é uma reação às vastas “mudanças desencadeadas pela Reforma”. Como Scruton pode esquecer que o sistema democrático-parlamentar inglês foi resultado da ação dos puritanos e uma conseqüência da Revolução Gloriosa? Não sabe ele que ambas as ações foram protestantes?
            As liberdades civis só foram definitivamente reconhecidas no Bill of Rights da Revolução Gloriosa. O lema da Revolução Gloriosa, por outro lado, foi “Pela Liberdade, Pelo Parlamento e Pelo Protestantismo”.
         Como Roger Scruton pode juntar a Reforma com o Iluminismo, fechando os olhos para as grandes diferenças entre um e outro? Não leu ele as obras de Francis Schaeffer, que tão fundamentadamente distinguiu um e outro?
          Lamento que a falta de referenciais tenha levado alguns protestantes no Brasil a fazer de Roger Scruton o seu ídolo. É claro que ele diz algumas verdades importantes, mas a sua fundamentação última não é condizente com a fé protestante.


Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho

5 comentários:

  1. Realmente, dr. Glauco, Roger Scruton faz algumas críticas infundadas sobre o protestantismo. Me lembro de algo parecido no seu livro sobre Espinoza - quando eu tiver um tempo coloco aqui. Gosto de muita coisa que ele escreve, mas como cristão não recebo tudo do pacote. Abraço,

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  2. Realmente, dr. Glauco, Roger Scruton faz algumas críticas infundadas sobre o protestantismo. Me lembro de algo parecido no seu livro sobre Espinoza - quando eu tiver um tempo coloco aqui. Gosto de muita coisa que ele escreve, mas como cristão não recebo tudo do pacote. Abraço,

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  4. O Protestantismo teve seus erros de negligência e exageros, tais como o silêncio durante muito tempo sobre a escravidão e trafico de negros, a destruição de imagens sacras em igrejas romanistas - Schaeffer faz isso faz essa crítica em "Como Viveremos". Mas ele também diz que o Protestantismo nunca foi um movimento monolítico e que muitos homens dessa fé lutaram por questões como as citadas acima. Tece críticas severas ao Puritanismo mesmo elogiando a luta pelo sistema democrático-parlamentar. O Scruton falou a verdade, mas não ela toda. De fato o protestantismo com a ideia de libertação da igreja romana abriu as portas para outras ideias de negligencia de autoridades e revoluções, mesmo isso não tendo sido a ideia dos reformadores (acho que por isso o Scruton diz "mudanças >>desencadeadas<< pela Reforma e pelo Iluminismo").

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