CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE

Seja bem-vindo a "CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE". Aqui procuraremos apresentar artigos acerca de assuntos acadêmicos relacionados aos mais diversos saberes, mantendo sempre a premissa de que a teologia é a rainha das ciências, pois trata dos fundamentos (pressupostos) de todo pensamento, bem como de seu encerramento ou coroamento final. Inspiramo-nos em John Wesley, leitor voraz de poesia e filosofia clássica, conhecedor e professor de várias línguas, escritor de livros de medicina, teólogo, filantropo, professor de Oxford e pregador fervoroso do avivamento espiritual que incendiou a Inglaterra no século XVIII.

A situação atual é avaliada dentro de seus vários aspectos modais (econômico, jurídico, político, linguístico, etc.), mas com a certeza de que esses momentos da realidade precisam encontrar um fator último e absoluto que lhes dê coerência. Esse fator último define a cosmovisão adotada. Caso não reconheçamos Deus nela, incorreremos no erro de absolutizar algum aspecto modal, que é relativo por definição.

A nossa cosmovisão não é baseada na dicotomia "forma e matéria" (pensamento greco-clássico), nem na dicotomia "natureza-graça" (catolicismo), nem na "natureza-liberdade" (humanismo), mas, sim, na tricotomia "criação-queda-redenção" (pensamento evangélico).

ESTE BLOG INICIOU EM 09 DE JANEIRO DE 2012





sexta-feira, 31 de julho de 2020

EM DEFESA DO PR. SILAS MALAFAIA

O pastor Silas Malafaia, presidente da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), recentemente convocou o povo brasileiro para um boicote à NATURA, empresa de cosméticos, por fazer propaganda do dia dos pais, usando uma pessoa que, sendo biologicamente do sexo feminino, agora se identifica pelo “gênero” masculino. Pelo fato de o pastor Silas Malafaia ter dito que nada poderia mudar o sexo biológico e dito que a pessoa contratada para a propaganda era uma mulher, Aliança Nacional LGBTI+ moveu a ação contra o pastor.

Observamos que, do ponto de vista biológico, o pastor não falou nada mais que a verdade cientificamente reconhecida. O “gênero”, mesmo para os que defendem o uso dessa categoria imprecisa, é chamado de sexo social ou identidade sexual, mas é incapaz de mudar o sexo biológico, que precisará ser identificado para inúmeras coisas, inclusive para intervenções cirúrgicas no caso de enfermidades.

Salientamos ainda que a pessoa portadora da “Disforia de Gênero” até não muito tempo se identificava com o seu sexo biológico, sendo modelo, dançarina, vestindo-se de forma feminina e falando em homens como os adequados parceiros para as relações. Se deveríamos chamar de “ele”, poderíamos nos referir como o “ele” que foi “ela”, já que no passado, a pessoa estava identificada com a sua feminilidade? Poderíamos dizer que essa pessoa era “ela” até o ano...? Ainda, considerando o presente, não poderíamos chamar de “ela” do ponto de vista biológico? Algo mudou biologicamente ou cromossomicamente? O médico não pode saber que o “ele” é “ela” para um tratamento? Um pretendente de casamento que HIPOTETICAMENTE desconhecesse uma cirurgia de alteração do fenótipo sexual do parceiro/parceira não teria direito de saber que houve essa intervenção cirúrgica? Se cassasse enganado, o casamento não seria anulável por erro essencial?

A postura dos que tomaram a iniciativa para ação contra o Pastor Silas Malafaia é a de quem quer criminalizar as três grandes religiões (judaísmo, cristianismo e islamismo) em sua forma histórica e ortodoxa. Lembramos que o papa Bento XVI disse recentemente que o “casamento gay” é a manifestação do Anticristo (https://veja.abril.com.br/mundo/bento-xvi-diz-que-casamento-de-pessoas-do-mesmo-sexo-e-obra-do-anticristo/).

O movimento contra o Pr. Silas Malafaia não quer criminalizar só a religião, mas também a biologia. Como haverá na escola e no curso superior específico, aulas de biologia, vão querer criminalizar a educação.

Por tudo isso, nós evangélicos reivindicamos o direito de liberdade de expressão para nós, para os biólogos, educadores e para toda a população, assim como o direito de liberdade religiosa.

A Bíblia diz que “Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos” (Salmos 100: 3). Também diz que “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1: 27). A Bíblia reprova agir contra a própria natureza: “Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza” (Romanos 1: 26, 27). Não impomos nossas crenças a ninguém, mas queremos a liberdade de pregar o evangelho, o que não pode acontecer sem a mensagem central de arrependimento, que presume a definição do que é pecado.

Na situação em questão, porém, o Pr. Silas não estava nem mesmo entrando na questão moral do arrependimento, mas do problema da desfiguração da imagem reconhecida de pai pela maioria da sociedade e pelo processo natural. O seu alvo não foi a pessoa com disforia de “gênero”, mas a empresa de cosméticos, em seu oportunismo e desdém para com o sentimento e a sensibilidade da maioria do povo brasileiro. Fomos agredidos como pais, como famílias, na medida em que fomos confrontados, em relação a uma dada emblemática, com uma confusão de papéis que não apenas não reconhecemos, mas que confunde os nossos filhos.

Rev. Glauco Barreira Magalhães Filho


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