sábado, 30 de junho de 2018

NEM TODOS OS PURITANOS ERAM CALVINISTAS

“E se essa doutrina, que ensina que Deus pretende apenas a salvação de uns poucos, mas a condenação de muitos, e, todavia, ordena a todos que creiam que possam ser salvos, não faz o glorioso evangelho de Deus como uma dessas loterias, deixo a todos os homens compreensivos e sem preconceito considerar.”
(John Goodwin, 1593-1665)

John Goodwin Educado na Universidade de Cambridge, ele foi criado na doutrina da predestinação absoluta calvinista, uma concepção fortemente defendida em seus dias. Na década de 1640, ele começou a se preparar para uma série de palestras para refutar as doutrinas do arminianismo, e entrou em uma investigação completa da controvérsia e seus muitos aspectos. O resultado final foi a rejeição do calvinismo.

Richard Baxter, defendeu a expiação universal (que não significa que todos serão salvos, mas que há provisão de salvação para todos sob a condição de crerem em Cristo).  Seguem as palavras de Richard Baxter:

“Deus nos diz da maneira mais clara que se pode dizer que CRISTO MORREU POR TODOS OS HOMENS E PROVOU A MORTE POR ELES [...] Outros negarão essas verdades claras [...] Mas acaso a Escritura declara [...] essas opiniões deles tão claramente como ela diz que Cristo morreu por todos e cada homem?
“Acaso diz a Escritura tão claramente em qualquer lugar que Ele não morreu por todos [...]? Acaso diz a Escritura em qualquer lugar que Ele morreu apenas por Suas ovelhas ou Seus eleitos, e exclui os não eleitos? Não existe essa palavra na Bíblia” (RICHARD BAXTER. Universal Redemption of Mankind. Londres, 1964, p. 282-283