Três esclarecimentos para o nosso tempo:
(1) Algumas pessoas pensam que os
protestantes e os anabatistas (incluídos os batistas gerais) supõem que seu
surgimento deriva da Reforma Religiosa do século XVI, como diz a Igreja Romana.
A verdade, porém, é que tanto Lutero como Calvino acreditavam que a igreja
verdadeira sobreviveu desde os apóstolos, mas se manteve no cativeiro
babilônico (romanista e papista) da Idade Média até a Reforma, quando foi
libertada. Para Lutero e Calvino, dentro da Igreja Romana (como uma “ecclesiola
in ecclesia” – uma igreja menor dentro
da maior), sobreviveu o cristianismo apostólico. Isso aconteceu em mosteiros
que conseguiram se manter longe da ingerência papal, com Wycliffe e os
lollards, com Huss e os hussitas, com Jerônimo Savonarola, com João de
Wessalia, com Wesselus, etc.
Para
os anabatistas, mais radicais que os reformadores na restauração do
cristianismo primitivo, a igreja verdadeira sobreviveu fora do catolicismo
romano (cujo início deu-se no século IV), através de “grupos sectários”
(montanistas, donatistas, paulicianos, valdenses, albigenses evangélicos,
etc.).
Nem
protestantes, nem anabatistas acham que surgiram apenas no século XVI.
(2) A Igreja Romana, às vezes, fala com linguagem
“cordial”, dizendo que Lutero foi bem intencionado, mas que se equivocou ao
romper com o papa em vez de ter ajudado a melhorar as coisas. Tais afirmações,
porém, “ignoram” cinicamente que Lutero realmente não queria sair da Igreja,
mas libertá-la do cativeiro. O problema é que ele foi obrigado a retratar-se
sob pena de excomunhão. Entre as teses de que ele deveria se retratar estava,
inclusive, aquela na qual dissera que queimar hereges era contrário à obra do
Espírito Santo. Lutero não rompeu com a igreja, mas foi expulso! Não foi
convidado a ajudá-la, mas a retratar-se!
(3) Os papistas atuais convidam
protestantes e evangélicos para se unirem com Roma como irmãos, pois "as
diferenças entre os dois lados são insignificantes". Muitos evangélicos têm
caído nesse canto da sereia, passando a considerar a soteriologia católica como
uma versão imperfeita, mas genuína do evangelho. Ora, dizer que as diferenças
são insignificantes é dizer que Lutero e os reformadores do século XVI erraram!
Se as diferenças eram insignificantes tudo que foi feito no século XVI foi
realizado por algo insignificante? Todos os mártires protestantes na Inquisição
morreram por algo insignificante?
Todos
os reformadores sustentaram que a doutrina
FORENSE da justificação (Justiça de Cristo IMPUTADA) pela fé SOMENTE era a
verdade que decide se uma igreja ainda está de pé ou já caiu. Eles lutaram não
por algo insignificante, mas pelo coração do evangelho!
Dr. Glauco Barreira Magalhães
Filho
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ResponderExcluirTodos nos sabemos que a historia não mente...
ResponderExcluirTudo se deu iniciou com uma coisa mudança pois. Escuridão nao podia permanecer...
Pois havia dinheiro em questao...
Como ficaria indulgência...
E claro essas autoridades deveriam ser incomodada oi então a obra do Espirito Santo nao aconteceria...
Isso meu amigo nunca poderia acontecer ou aa autoridades tomava seu rumo ou algo aconteceria sera que as pedras clamariam...
Nao creio que Eles fosse tão inocentes mas sao inteligentes...
Eu morreria clamando que Jesus e o caminho mas ha pessoas que clamam de outra forma a obras de todos seram provadas pelo fogo...