CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE

Seja bem-vindo a "CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE". Aqui procuraremos apresentar artigos acerca de assuntos acadêmicos relacionados aos mais diversos saberes, mantendo sempre a premissa de que a teologia é a rainha das ciências, pois trata dos fundamentos (pressupostos) de todo pensamento, bem como de seu encerramento ou coroamento final. Inspiramo-nos em John Wesley, leitor voraz de poesia e filosofia clássica, conhecedor e professor de várias línguas, escritor de livros de medicina, teólogo, filantropo, professor de Oxford e pregador fervoroso do avivamento espiritual que incendiou a Inglaterra no século XVIII.

A situação atual é avaliada dentro de seus vários aspectos modais (econômico, jurídico, político, linguístico, etc.), mas com a certeza de que esses momentos da realidade precisam encontrar um fator último e absoluto que lhes dê coerência. Esse fator último define a cosmovisão adotada. Caso não reconheçamos Deus nela, incorreremos no erro de absolutizar algum aspecto modal, que é relativo por definição.

A nossa cosmovisão não é baseada na dicotomia "forma e matéria" (pensamento greco-clássico), nem na dicotomia "natureza-graça" (catolicismo), nem na "natureza-liberdade" (humanismo), mas, sim, na tricotomia "criação-queda-redenção" (pensamento evangélico).

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Jesus, os Fariseus, os Ministros dos Grandes Tribunais e os LGBTs




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Na época de Jesus, houve muitos confrontos entre Ele e os fariseus. Jesus era criticado por comer com os pecadores (entenda-se os “pecadores marginalizados”) e frequentar as suas casas. Jesus, porém, fazia isso para libertar os pecadores de suas práticas, como aconteceu com Zaqueu e a mulher samaritana. Ele disse que o médico veio para os doentes, não para os sãos. Ele acolhia os pecadores sem acolher os seus pecados.
Os fariseus criticavam Jesus porque não queriam a conversão dos pecadores. Para eles, os pecadores deveriam se manter assim e a sociedade deveria ter pecadores. Essa situação de institucionalização da classe dos “pecadores” permitia que gozassem o status de “ajustados”, “sábios”. Ou seja, a hierarquia da sociedade os colocava no topo do “bom senso” e do “ajustamento”. Se Jesus convertesse os pecadores, subverteria a “ordem social”.
Nós evangélicos sempre desejamos o bem do homossexual, ou seja, que ele pudesse deixar uma vida na qual degradava o seu corpo por um uso anatomicamente inadequado, onde mantinha um relacionamento no qual os seus pais não poderiam gozar da alegria de ele lhes dar netos numa família natural... Orávamos para que fosse liberto de uma vida contrária a vontade de Deus, que lhes acentuava a depressão, criava maiores possibilidades de morte precoce e suicídio. Vi muitos homossexuais e travestis serem libertos, voltarem a uma orientação conforme a vontade de Deus e constituírem família. São pessoas extremamente felizes hoje. Com 18 anos, juntamente com alguns irmãos em Cristo, eu evangelizava as prostitutas e os homossexuais no Centro de Fortaleza. Preguei para muitos deles em lugares de encontro que possuíam na Av. Duque de Caxias (“Duques & Barões” e um outro sem placa). Eles se surpreendiam que eu e outros irmãos em Cristo estivéssemos ali, expondo-nos, apenas para falar a eles sobre Jesus. Ouvi muitas confissões desesperadoras em meio a lágrimas e vergonha. Uma lésbica ficou tão comovida pela atenção que lhe dispensei que me engasguei quando ela disse que deixaria aquela vida se eu ficasse com ela (no sentido romântico)! Precisei explicar que fora outro amor que me levara a ela! O meu coração sofria por aquelas pessoas, buscando mostrar como Jesus era poderoso para libertá-las de um pecado tão destrutivo.
Nos dias de hoje, os fariseus são outros. Entre eles, estão alguns ministros de grandes tribunais. Eles, provavelmente, ficariam revoltados se um filho ou um irmão fosse homossexual ou travesti. Na verdade, morreriam de vergonha (“sou tolerante, mas isso não é coisa para acontecer em nossa família!”). Talvez até o marginalizassem. Se, porém, for o filho dos outros, distante, isso é ótimo para eles. Precisam da existência dos homossexuais, das lésbicas, dos travestis, para que eles possam manter a pose de equilibrados, superiores, etc. Precisam de homens vestidos de mulher, de pessoas exóticas, para que eles se sobressaiam em sua “sensatez” e em uma tolerância na qual (mostram de cima) suportar os que estão no degrau de “baixo”.
Os fariseus conviviam bem com os pecadores na forma “cada um na sua”. Não iriam as suas casas, não ouviriam as suas angústias. Será que um ministro de um grande tribunal (que quer a criminalização da homofobia) faria o que fiz? Iria para uma “boite” gay para ouvir as suas angústias e lhes dar conselho?  
Ninguém se engane, Jesus, e não ministros ativistas de grandes tribunais, é o verdadeiro amigo dos pecadores.


Rev. Glauco Barreira Magalhães Filho