CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE

Seja bem-vindo a "CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE". Aqui procuraremos apresentar artigos acerca de assuntos acadêmicos relacionados aos mais diversos saberes, mantendo sempre a premissa de que a teologia é a rainha das ciências, pois trata dos fundamentos (pressupostos) de todo pensamento, bem como de seu encerramento ou coroamento final. Inspiramo-nos em John Wesley, leitor voraz de poesia e filosofia clássica, conhecedor e professor de várias línguas, escritor de livros de medicina, teólogo, filantropo, professor de Oxford e pregador fervoroso do avivamento espiritual que incendiou a Inglaterra no século XVIII.

A situação atual é avaliada dentro de seus vários aspectos modais (econômico, jurídico, político, linguístico, etc.), mas com a certeza de que esses momentos da realidade precisam encontrar um fator último e absoluto que lhes dê coerência. Esse fator último define a cosmovisão adotada. Caso não reconheçamos Deus nela, incorreremos no erro de absolutizar algum aspecto modal, que é relativo por definição.

A nossa cosmovisão não é baseada na dicotomia "forma e matéria" (pensamento greco-clássico), nem na dicotomia "natureza-graça" (catolicismo), nem na "natureza-liberdade" (humanismo), mas, sim, na tricotomia "criação-queda-redenção" (pensamento evangélico).

ESTE BLOG INICIOU EM 09 DE JANEIRO DE 2012





domingo, 28 de setembro de 2014

Algumas idiotices no debate político

Algumas idiotices no debate político:

(1)    Dizer que é contra o aborto, mas é favorável à sua legalização, porque ele é um fato.
Refutação: Não se pode inferir valor de fato, e Direito é, acima de tudo, valor. O homicídio é fato (com estatísticas maiores que o aborto), mas ninguém pensa em descriminalizar o homicídio. Há muita corrupção na política, mas ninguém cogita de descriminalizar a corrupção.
(2)    Dizer que o número de abortos diminuiu nos países em que o aborto foi legalizado.
Refutação: Como, nesses países, é possível saber quantos abortos houve antes da legalização se eles eram clandestinos? Por que as novas estatísticas, feitas após a legalização do aborto, não contam os abortos que não são feitos de modo legal em lugares competentes? Muita gente continua abortando de modo privado.
(3)    Dizer que defender a legalização das drogas é apenas defender a sua regulação.
Refutação: Será que podemos acabar com o alcoolismo dando apenas um copo de cachaça por dia ao alcoólatra? O AA sabe que só a abstinência total tem resultados. O acesso às drogas é que deve ser impedido. Não faz sentido estabelecer uma quantidade possível de drogas para consumir ou comercializar. O viciado, não respeitando nem o patrimônio dos pais, como respeitará os limites de consumo? Por que o tráfico vai diminuir se há pessoas para consumir?
OBS: As estatísticas nos países que legalizaram as drogas só contam o consumo “legal”, deixando de contar o consumo ilegal, por isso aparenta que o consumo de drogas diminuiu. A Holanda, porém, já está reconhecendo os seus problemas.
OBS: Como ambientalistas podem defender o aborto e a legalização do consumo de drogas e querer a preservação do meio ambiente? Como preservar o ambiente e não o homem?
(4)    Dizer que defende a “família”, mas toda “família” (inclusive a que é constituída por casais do mesmo sexo).
Refutação: A família (em sentido natural, histórico e religioso) é resultante de casal potencialmente fecundo. Dizer que é a favor da família, mas de qualquer família, significa dizer que é a favor de qualquer relacionamento sexual (poligâmico, incestuoso, pedófilo, bestial). Se família pode ter qualquer definição, então não existe mais família a se defender. Um conceito que pode ser tudo, é nada, pois perde a sua função.  



sábado, 27 de setembro de 2014

O que disse John Locke

John Locke disse o seguinte antes de o cinismo dominar o mundo:


“Como nada é mais natural do que ligar estima e reputação aquilo que cada um reconhece ser-lhe vantajoso e de censurar e desacreditar o contrário, não nos devemos surpreender que a estima e a desonra, a virtude e o vício, se encontrem por toda parte conformes, ordinariamente, à regra invariável do justo e do injusto, que foi estabelecida pela lei de Deus, nada neste mundo atraindo e garantindo tanto o bem comum do gênero humano, de modo tão direto e visível, como a obediência às leis que Deus impôs ao homem e nada, ao contrário, causando tanta miséria e confusão, como a negligência dessas leis” (John Locke, século XVII).
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

QUATRO PRELEÇÕES SOBRE O MODO DE OS EVANGÉLICOS VEREM MARIA

PRIMEIRA PRELEÇÃO: https://www.youtube.com/watch?v=Z8ISwRtKt2U&list=UU5nktK-WYWxFCFlssuDGXzw

SEGUNDA PRELEÇÃO: https://www.youtube.com/watch?v=4aC7AfMXFFU&list=UU5nktK-WYWxFCFlssuDGXzw&index=2

TERCEIRA PRELEÇÃO: https://www.youtube.com/watch?v=rM8MtFnkEAQ&index=1&list=UU5nktK-WYWxFCFlssuDGXzw

QUARTA PRELEÇÃO: https://www.youtube.com/watch?v=BclkOukzPy8&index=4&list=UU5nktK-WYWxFCFlssuDGXzw

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A ETERNIDADE


A CORRUPÇÃO DA JUVENTUDE E A SUA MANIPULAÇÃO

"Os que desejam corromper os ciclos culturais, em todos os tempos, usaram essa tática: atacar as bases da ética e da moral de modo a convencer, sobretudo à juventude, que as exigências nesse setor são falsas e injustas. Assim, dando ampla vazão aos seus impostos concupiscentes, fácil será manejar a juventude para os destinos que pretendem. A primeira providência é afirmar o relativismo da moral, a segunda é que nos cabe satisfazer os nossos desejos, a terceira é que não há, além deste mundo, nenhum prêmio, nenhum castigo, tudo se acaba, quando nós acabamos."(Mário Ferreira dos Santos -1907-1968, Filósofo brasileiro).

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O QUE CHARLES H. SPURGEON FALOU SOBRE ISRAEL E O MILÊNIO

Charles H. Spurgeon, pastor batista do século XIX, cria firmemente que Deus ainda tinha propósitos para Israel. Acreditava firmemente na volta de Israel à sua terra e na sua restauração espiritual. No sermão de um domingo, em 1885, ele disse:

"Creio que não tratamos a reconstituição da nação judaica com a devida seriedade. Se existe algo na Bíblia que foi prometido, então, com certeza, é isto. Eu imagino que as pessoas não consigam ler a Bíblia sem ver nitidamente que haverá uma concreta restauração dos filhos de Israel (...) Que este dia aconteça logo!"

        Em 1864, Spurgeon pregou sobre o tema: "A Restauração e a Conversão dos judeus", com base em Ezequiel 37:

        "Nosso texto significa claramente que: Primeiramente os judeus terão sua restauração política. Isso significa que eles terão novamente seu território próprio e sua própria nacionalidade. Em segundo lugar, acontecerá uma restauração espiritual, sim, a conversão das tribos de Israel.
          O seu êxito, como nação, os tornará famosos. Sim, eles serão tão brilhantes, o Trono de Davi brilhará tão intensamente que o Egito, Tiro, Grécia e Roma serão ofuscados. Se as palavras têm algo a dizer, então deve ser este o seu significado. Eu nunca quero aprender a desvirtuar o verdadeiro sentido das palavras proferidas por Deus mesmo. Elas estão escritas clara e simplesmente. Por isso, essa passagem deve expressar o seguinte )o significado não deve ser espiritualizado): As duas e as dez tribos de Israel serão restauradas em sua terra e serão governadas por um rei."

    A última controvérsia teológica que Spurgeon enfrentou foi a chamada Dow-Grade-Controversy (A chamada Controvérsia do Declínio). Nesse período, em 1891, ele publicou com outros uma profissão de fé. Nela, consta a afirmação: "Nós esperamos pela VOLTA da Pessoa de Jesus, em glória, ANTES do surgimento do MILÊNIO."
           No sermão sobre Isaías 6: 13, em 08 de março de 1857, Spurgeon disse:

           "O judeu foi derrotado? Ele é um homem dominado? Sua terra foi confiscada? Não, ele ainda continua sendo torturado, insultado, cuspido, mas mesmo assim está escrito: 'primeiro do judeu e também do grego'. Nos proporciona uma alta dignidade e ele tem uma história que ainda está por acontecer, que será maior e mais gloriosa do que a história de qualquer nação que já tenha existido".     


         Contemporâneo de Spurgeon, J. C. Ryle, em 1867, no prefácio de seu livro Coming Events and Present Duties - Being Miscellaneous Sermons on Prophetical Subjects, disse:

          "Creio que os judeus serão novamente reunidos como nação independente e estabelecidos em sua própria terra. Eles se converterão à fé DEPOIS de haverem passado por uma GRANDE TRIBULAÇÃO (Jr. 30:10-11; 31: 10; Rm. 11: 25-26; Dn. 12: 1: Zc. 13: 8-9)." 

           O avivalista Jonathan Edwards disse no século 18:

           "É mais que evidente que os judeus retornarão para a sua terra, pois, até agora, nunca ocuparam nem a quarta parte do que lhes foi prometido, desde o Mar Vermelho até o Rio Eufrates (Ex. 23: 31; Gn. 15: 18; Dt. 11: 24: Js. 1: 4)". (Apocalyptic Writings, vol. 5, p. 133- 134)

CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA


            Nesses últimos dias, eu conversei com uma pessoa que havia visto em um lugar freqüentado por muitas crianças dois parceiros homossexuais externando afetos de uma maneira inadequada para aquele ambiente. A minha interlocutora, então, disse-me que teria coragem de chamar a atenção para a inconveniência caso se tratasse de um casal heterossexual, mas não o faria por se tratar de parceiros homossexuais. Com certeza, ela seria classificada como homofóbica.
            O termo “homofóbico” (uma contração não auto-explicativa) poderia significar “aquele que tem pavor a homossexuais”. Logo, se existisse um “homofóbico” em sentido próprio, ele não seria uma ameaça para o homossexual, mas o homossexual é que seria uma ameaça psicológica para ele. “Fobia” é doença, como no caso da claustrofobia. O que tem uma “fobia” precisa de cuidados, não de punição. Porém, os movimentos sociais radicais não respeitam as instituições sociais, começando pela própria linguagem. Dessa maneira, usam a palavra “homofobia” para designar uma prática agressiva contra o homossexual.
            Ofensas com palavras e agressões físicas já são puníveis em nosso ordenamento jurídico, independentemente de quem seja o ofendido. A criminalização da homofobia seria, portanto, desnecessária. De outro modo, cada grupo social iria atrás de criminalizar atos contra seus componentes. Os mais organizados e militantes conseguiriam primeiro, embora fossem os que mais facilmente poderiam se defender a partir da legislação genérica.
            Muitos grupos homossexuais citam um elevado índice estatístico de morte de homossexuais por homofobia. Tais estatísticas, porém, não são confirmadas pelo que é apurado nos processos. Não se pode presumir que o assassinato de homossexuais é sempre praticado por “homófobos”.  Grande parte desses crimes é passional e acontece entre eles mesmos. Muitos homossexuais que vivem da prostituição ou na promiscuidade assumem um estilo de vida perigoso, negociando as suas condições de existência entre pessoas de grande periculosidade. O ex-travesti Joide Miranda conta que muitos travestis eram mortos por chantagearem “clientes” casados a fim de lhes extorquir dinheiro.  
            Os pronunciamentos de vários representantes do movimento LGBT evidenciam a ausência de moral sexual e a defesa do hedonismo. Essa busca do prazer, muitas vezes, é intensificada pelo uso de drogas. O mundo do tráfico já é por si mesmo um mundo onde a vida tem pouco valor e muitos homicídios acontecem.
            A proporção entre os assassinatos de homossexuais e a quantidade de homossexuais não é mais significativa que a que há entre o número geral de assassinatos e a sociedade como um todo. O problema da violência é generalizado em nosso país, não havendo uma opção seletiva anteriormente firmada na mente dos criminosos. Muito mais preocupante que o assassinato de homossexuais é o elevado número de assassinatos impunes de pessoas pobres em favelas.
            Criminalizar a homofobia é andar de marcha à ré na evolução do Direito Penal. É caminhar para o Direito Penal Máximo. O sociólogo E. Durkheim via a evolução social caminhando para a redução do Direito Penal. Por outro lado, o “Garantismo jurídico” sugere que, para a maior proteção da liberdade, devemos evitar tipos imprecisos, não havendo tipologia mais imprecisa que “homofobia”.
            O que vemos é uma guerra cultural. Um movimento de desconstrução que quer demolir os padrões judaico-cristãos e pôr novos valores em seu lugar. Para isso, eles utilizam os órgãos legislativos e judiciários como instrumentos. O Procurador Geral da República chegou mesmo a solicitar recentemente do Judiciário a criminalização judicial da homofobia, desconsiderando abertamente o princípio da reserva legal. Para realização de seus interesses segmentários, esses grupos lutam contra todas as instituições sociais, inclusive contra as jurídicas, que resultaram no processo de humanização do Direito Penal, e as políticas, que resultaram na soberania da representatividade popular.
            O objetivo da criminalização da homofobia não é a punição de crimes que já podem ser punidos com a legislação existente, mas, antes, é amordaçar a boca de pregadores e líderes religiosos. O preço será a extinção da liberdade religiosa e a perseguição das igrejas. Albert Moheler comentou em seu livro The Disappearance of God:

            “O encerramento da mente pós-moderna não é uma visão bonita, nem é favorável aos direitos humanos e à dignidade humana. Podemos olhar para a Europa, onde a era pós-cristã já está aderindo a um sistema de leis e a um padrão de cultura. A Suécia, por exemplo, já prendeu um pastor pentecostal, Ake Green, por pregar um sermão no qual falou sobre o pecado da homossexualidade. Recentemente, ele foi absolvido da acusação deste ‘crime’ pelo mais alto tribunal da Suécia, mas a verdade é que foi preso e condenado por um tribunal inferior – e a lei continua em vigor. Na maior parte da Europa Ocidental, existem leis em que pode ser considerado crime falar do pecado de qualquer estilo de vida sexual e da homossexualidade em particular.”

            Para os cristãos, todos devem ser amados indistintamente. Foi por pecadores que Cristo morreu. Os evangélicos defendem a salvação pela fé e não por obras por acreditarem que sempre precisarão da graça divina, sendo sempre devedores e penitentes. Não nos julgamos melhores que ninguém nem temos outro “santo intercessor” além de Jesus Cristo. Acreditamos que o homossexual, além da graça de Deus, precisa de nossa compreensão.  O seu pecado específico está ligado na maioria dos casos a certos problemas como abuso na infância ou ausência paterna. O número de ex-homossexuais entre os evangélicos revela como foram bem acolhidos e ajudados. No entanto, não podemos deixar de dizer que a prática homossexual é pecaminosa, assim como, com muita misericórdia, não podemos deixar de afirmar ser pecado a incontinência de um jovem solteiro, a traição de uma mulher ingrata pelo marido ou a queda no alcoolismo por um depressivo. É dever dos cristãos proclamar o arrependimento como caminho para o perdão divino!

Glauco Barreira Magalhães Filho
Pastor da Igreja Batista Renovada Moriá
Professor da Faculdade de Direito da UFC

Doutor em Sociologia (UFC)

OBS: Esse artigo foi enviado para publicação em uma matéria do Jornal O POVO (Fortaleza), por solicitação do próprio jornal. Diferentemente do combinado por telefone, o jornal retirou partes do texto, enfraquecendo os argumentos. Aqui, está o artigo na íntegra, havendo apenas sido acrescentada apenas a citação de Albert  Mohler.