A referida Cantata também será apresentada no dia 02 de abril/ 2013 no Auditório Central do Centro Universitário Estácio do Ceará/ FIC (Rua Vicente Linhares, n. 308 - Aldeota) - 20h. Em ambas as apresentações, o Rev. Glauco Barreira Magalhães Filho estará ministrando uma palavra sobre a obra redentora de Jesus.
CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE
Seja bem-vindo a "CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE". Aqui procuraremos apresentar artigos acerca de assuntos acadêmicos relacionados aos mais diversos saberes, mantendo sempre a premissa de que a teologia é a rainha das ciências, pois trata dos fundamentos (pressupostos) de todo pensamento, bem como de seu encerramento ou coroamento final. Inspiramo-nos em John Wesley, leitor voraz de poesia e filosofia clássica, conhecedor e professor de várias línguas, escritor de livros de medicina, teólogo, filantropo, professor de Oxford e pregador fervoroso do avivamento espiritual que incendiou a Inglaterra no século XVIII.
A situação atual é avaliada dentro de seus vários aspectos modais (econômico, jurídico, político, linguístico, etc.), mas com a certeza de que esses momentos da realidade precisam encontrar um fator último e absoluto que lhes dê coerência. Esse fator último define a cosmovisão adotada. Caso não reconheçamos Deus nela, incorreremos no erro de absolutizar algum aspecto modal, que é relativo por definição.
A nossa cosmovisão não é baseada na dicotomia "forma e matéria" (pensamento greco-clássico), nem na dicotomia "natureza-graça" (catolicismo), nem na "natureza-liberdade" (humanismo), mas, sim, na tricotomia "criação-queda-redenção" (pensamento evangélico).
ESTE BLOG INICIOU EM 09 DE JANEIRO DE 2012
A situação atual é avaliada dentro de seus vários aspectos modais (econômico, jurídico, político, linguístico, etc.), mas com a certeza de que esses momentos da realidade precisam encontrar um fator último e absoluto que lhes dê coerência. Esse fator último define a cosmovisão adotada. Caso não reconheçamos Deus nela, incorreremos no erro de absolutizar algum aspecto modal, que é relativo por definição.
A nossa cosmovisão não é baseada na dicotomia "forma e matéria" (pensamento greco-clássico), nem na dicotomia "natureza-graça" (catolicismo), nem na "natureza-liberdade" (humanismo), mas, sim, na tricotomia "criação-queda-redenção" (pensamento evangélico).
ESTE BLOG INICIOU EM 09 DE JANEIRO DE 2012
sábado, 30 de março de 2013
CANTATA "CONHECIDO PELOS CRAVOS"
A referida Cantata também será apresentada no dia 02 de abril/ 2013 no Auditório Central do Centro Universitário Estácio do Ceará/ FIC (Rua Vicente Linhares, n. 308 - Aldeota) - 20h. Em ambas as apresentações, o Rev. Glauco Barreira Magalhães Filho estará ministrando uma palavra sobre a obra redentora de Jesus.
quarta-feira, 27 de março de 2013
O MÉDICO E O ABORTO OU O MÉDICO E O MONSTRO
Em 1973, a Suprema Corte dos
Estados Unidos, estabeleceu que o início da vida era uma “questão difícil”,
apesar de praticamente todo livro-texto de medicina e biologia até aquela época
pressupor que a vida humana começava na concepção. A partir dessa perspectiva,
a Suprema Corte decidiu a favor do aborto, sem dar à vida o benefício da
dúvida.
Dois
anos antes referida decisão da Suprema Corte dos EUA (Roe versus Wade),
220 conceituados médicos, cientistas e professores entregaram um documento para
a Suprema Corte, mostrando que a ciência moderna já havia definido a concepção
como o início da pessoa humana e que a vida humana é um processo contínuo.
Patrick
A. Trueman, que ajudou a preparar um sumário para a Suprema Corte do Estado de
Illinois acerca da criança não nascida, disse:
“Nós
incluímos um depoimento de um professor de medicina detalhando 19 livros-texto
no assunto da embriologia usados nas faculdades de medicina de hoje que
concordam universalmente que a vida começa na concepção... todos esses livros-texto
concordam que é nesse momento que a vida começa. A corte derrubou isso – ela
não poderia ter derrubado isso porque houve um fundamento lógico/biológico para
essa tal lei”.
Quanto ao
fato de o embrião ser uma pessoa, basta lembrar a vida intra-uterina é
influenciada por acontecimentos relativos a si e a mãe de uma maneira
determinante para o temperamento e para a memória inconsciente. O Dr. McCarthy
De Mere, que é tanto um clínico quanto um professor de Direito na Universidade
do Tennesse, declarou:
“O
momento exato do início do ser pessoa e do corpo humano é o momento da
concepção”.
O Dr.
Jerome Lejeune, professor de Genética Fundamental na Universidade Descartes
(Paris), disse:
“Cada
indivíduo tem um começo bastante singular, o momento da sua concepção”.
O
professor Roth da Escola de Medicina da Universidade de Havard já enfatizou:
“É
incorreto afirmar que dados biológicos não possam ser conclusivos... É
cientificamente correto dizer-se que uma vida humana individual começa na
concepção... e que esse humano em desenvolvimento é sempre um membro de nossa
espécie em todos os estágios da vida por que passa”.
Landrum
B. Shettles, médico e Ph. D, disse:
“Há um
fato que ninguém pode negar: seres humanos começam na concepção”.
Contra
os que dizem que o feto é uma pessoa incompleta ou em potencial, citamos o Dr.
Alfred Bongiovanni, da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia:
“E eu
não afirmaria que aqueles primeiros estágios representam um ser humano
incompleto como também não afirmaria que uma criança, antes dos fortes efeitos
da puberdade... não é um ser humano. Trata-se de vida humana em cada um desses
estágios, se bem que incompleta até o final da adolescência”.
É dever
moral do médico ser contra o aborto. O Código Internacional de Ética Médica
afirma:
“Um
médico deve sempre ter em mente a importância de se preservar a vida humana,
desde a concepção até a morte”.
A
Declaração de Geneticista cobra dos médicos o seguinte:
“Eu
terei o máximo de respeito pela vida humana a partir do momento da concepção;
mesmo sob ameaça, não farei uso de meus conhecimentos de medicina de forma
contrária às leis da humanidade”.
As
afirmações acima podem ser encontradas no Boletim da Associação Mundial de
Medicina de abril de 1949 (vol. 1, p. 22) e janeiro de 1950 (vol. 2, p. 5).
Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho
Doutor em Sociologia
Livre-docente em Filosofia
segunda-feira, 25 de março de 2013
O QUE BÍBLIA DIZ SOBRE O HOMOSSEXUALISMO
ANTIGO
TESTAMENTO:
“Se um
homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, os dois terão praticado
uma abominação” (Levítico
20: 13).
“Com varão
não te deitarás, como se fosse mulher: abominação é” (Levítico 18: 22).
No contexto em
que estes versículos estão inseridos, Deus também condena o incesto, a relação
sexual com animais e o sacrifício de crianças (o que hoje ocorre através do
aborto).
NOVO TESTAMENTO:
“Pois
substituíram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura em
lugar do Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso, Deus os entregou a
paixões desonrosas. Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais
naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira,
abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns
pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a
devida recompensa do seu erro. Assim, por haver rejeitado o conhecimento de
Deus, foram entregues pelo próprio Deus a uma mentalidade condenável para
fazerem coisas que não convém; cheios de toda forma de injustiça, malícia,
cobiça, maldade, inveja, homicídio, discórdia, engano, depravação; sendo
intrometidos, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos,
arrogantes, inventores de males, desobedientes aos pais; insensatos, indignos
de confiança, sem afeto natural, sem misericórdia; os quais conhecendo bem o
decreto de Deus, que declara dignos de morte os que praticam essas coisas, não
somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam” (Romanos 1: 25-32)
“Reconhecendo
que a lei não é feita para o justo, mas para os transgressores e
insubordinados, incrédulos e pecadores, ímpios e profanos, para os que matam
pai e mãe e para homicidas, devassos, homossexuais, exploradores de homens,
mentirosos, os que proferem falsos juramentos e para todo o que é contrário a
sã doutrina, a qual está em harmonia com o que me foi confiado, a saber, o
evangelho da glória do Deus bendito” (I Timóteo 1: 9-11).
“Não sabeis
que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem imorais,
nem idólatras, nem adúlteros, NEM OS QUE SE SUBMETEM A PRÁTICAS HOMOSSEXUAIS,
NEM OS QUE AS PROCURAM, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem
caluniadores, nem os que cometem fraudes herdarão o reino de Deus. ALGUNS DE
VÓS ÉREIS ASSIM. MAS FOSTES LAVADOS, SANTIFICADOS E JUSTIFICADOS EM NOME DO
SENHOR JESUS CRISTO E NO ESPÍRITO DO NOSSO DEUS” (I Coríntios 6: 9-11).
domingo, 24 de março de 2013
PEDRO NÃO FOI PAPA (PARTE II)
Jesus mandou Pedro apascentar ovelhas (“Apascenta as
minhas ovelhas” – João 21: 16, 17), mas não o mandou pastorear pastores.
Ele nunca foi príncipe entre os apóstolos. Quando ele quis saber sobre a vida
do apóstolo João (“Senhor, e deste que será?” – João 21: 21), Jesus lhe
respondeu: “Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?
Segue-me tu” (João 21: 22).
Paulo
mostra que a reputação de Pedro não o colocava em superioridade a Tiago e João:
“E conhecendo Tiago, Cefas (=
Pedro) e João, que eram CONSIDERADOS COMO AS COLUNAS...” (Gálatas 1: 9)
Ainda,
assim, Paulo não considerou a reputação desses três como sinal de qualquer
superioridade em relação aos demais:
“E, quanto àqueles que
pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus
não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa,
nada me comunicaram” (Gálatas 2: 6)
Paulo
não temeu repreender a Pedro abertamente:
“E, chegando Pedro a
Antioquia, eu lhe resisti na cara, porque era repreensível.... disse a Pedro na
presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios e não como os
judeu, por que obrigas os gentios a viverem como os judeus?” (Gálatas 2: 11
e 14).
No
Concílio de Jerusalém, o primeiro da história da igreja, Pedro e Paulo
trouxeram elementos fáticos que informaram a decisão, mas foi Tiago quem deu a
palavra decisiva e final (Atos 15: 13- 22). Tiago tinha maior destaque que
Pedro na igreja pioneira de Jerusalém. Quando Paulo foi a Jerusalém, reuniu-se
com os presbíteros da igreja na casa de Tiago (Atos 21: 18). Os crentes de
Jerusalém, como disse Paulo, eram “da parte de Tiago” (Gálatas 2: 12).
Pedro
se submetia ao colégio apostólico:
“Os apóstolos, pois, que
estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, ENVIARAM
lá Pedro e João” (Atos 8: 14).
Pedro
disse que Jesus, não ele, era o “sumo Pastor” (I Pedro 5: 4).
Pedro nunca
disse que era papa, nem a Bíblia nunca fala em sucessão papal. Não há também
nenhuma prova de que Pedro tenha sido bispo de Roma. Na carta de Paulo para a
igreja de Roma, ele manda saudação para muita gente (Romanos 16), mas nunca
fala em Pedro. Trata-se de uma carta para corrigir erros doutrinários, mas isso
seria desnecessário se Pedro estivesse lá.
Pedro,
diferentemente dos papas, não acredita que tinha poder de perdoar pecados:
“Mas disse-lhe Pedro....
Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade e ORA A DEUS, PARA QUE, PORVENTURA, TE
SEJA PERDOADO O PENSAMENTO DO TEU CORAÇÃO” (Atos 8: 20-22).
È verdade
que Pedro recebeu as chaves do Reino dos Céus (ministério de pregação), mas
todos os apóstolos também receberam. Eis o que Jesus disse aos doze reunidos:
“Em verdade vos digo que tudo
o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra
será desligado no céu” (Mateus 18: 18)
Essas
chaves anteriormente estavam na mão dos escribas e fariseus (Mateus 23: 13).
Pedro,
diferentemente dos papas, não aceitava que alguém se curvasse perante ele:
“E, aconteceu que, entrando
Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas
Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem” (Atos 10:
25-26)
Pedro,
diferentemente dos papas, tinha esposa que o acompanhava:
“Não temos nós direito de
levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos
do Senhor, e CEFAS (=Pedro)?” (I Coríntios 9: 5).
A
Bíblia, inclusive, menciona que Jesus curou a sogra de Pedro (Marcos 1: 29-31).
Pedro
se considerava um pastor como qualquer outro:
“Aos presbíteros, que estão
entre vós, admoesto eu, que sou TAMBÉM PRESBÍTERO COM ELES...” (II Pedro 5:
1)
Quando
Marcos registra que o anjo disse as mulheres para avisar acerca da ressurreição
de Cristo aos discípulos e a Pedro (Marcos 16: 7), isso não indica
nenhuma superioridade de Pedro, mas, sim, uma possível discriminação da sua
pessoa entre os discípulos pelo fato de ele ter negado Jesus três vezes depois
de ter dito que todos os outros negariam menos ele.
Dr. Glauco Barreira Magalhães
Filho
Doutor em Teologia
Doutor em Ministério
Pós-graduado em Teologia Histórica
e Dogmática
Professor de Hermenêutica
Professor de História das Missões
sexta-feira, 22 de março de 2013
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO: A VOLTA À BARBÁRIE
Ao receber a notícia de que o Conselho Federal de Medicina
se manifestou a favor do aborto até o terceiro mês de gravidez, eu fiquei
revoltado. A minha indignação vinha por eu assistir uma profissão que cuida da
vida e faz juramento de preservá-la sendo instrumentalizada por movimentos
políticos aliados do partido governista. É a típica vassalagem dos intelectuais
ou profissionais ao poder, algo próprio dos regimes autoritários.
Do
ponto de vista prático, isso é uma desproporcionalidade. Depois que o mundo inventou
tantos métodos para evitar filhos, voltamos a discutir o assassinato depois da
concepção. A cultura da morte é também a cultura do materialismo e do
hedonismo. Filhos podem ser sacrificados para não serem um fardo no orçamento dos pais.O aborto torna-se a saída mais rápida para quem não quer ter um “déficit” de prazer na
relação sexual pelo uso de preservativos, ou, ainda, sendo mulher, quer evitar os desconfortos decorrentes do uso de pílulas
anticoncepcionais.
A
legalização do aborto é o retorno da barbárie.O próximo passo é aceitar o
canibalismo. E para quem acha que estou exagerando, recomendo que ouça as
palavras do famoso abortista Peter Singer:
“Os mentalmente defeituosos não têm direito
à vida, podendo, portanto, ser mortos para servir de alimento – se nós
viéssemos a desenvolver um gosto pela carne humana – ou para o fim de
experimentação científica”.[1]
Peter
Singer também disse que “bebês débeis mentais não possuem direitos maiores do
que os de certos animais” (Independent Extra – 13 de setembro de 2006).
Bill
Hamilton, renomado biólogo darwinista e defensor do aborto, disse que tinha
mais simpatia por uma samambaia do que por uma criança chorando. David
Robertson disse o seguinte sobre Hamilton:
“Ele
argumentava que os machos estavam grandemente fadados a competirem e que a
finalidade do sexo era limpar o conjunto genético da população filtrando os
inúteis e os fracos. O macho de condição baixa é melhor morto. Tudo na
natureza, de acordo com Hamilton, podia ser explicado como resultado da
competição de genes. Ele defendia um radical programa de infanticídio, eugenia
e eutanásia a fim de salvar o mundo. Acreditava que a medicina moderna estava
causando dano ao permitir que os fracos sobrevivessem, preservando assim os
genes deles”.[2]
Para
concluir, cito as palavras de William Brennan:
“Embora
cada holocausto uma vez praticado seja um evento sem precedentes por si só,
isso não deveria diminuir o que todos os holocaustos têm em comum... a
destruição sistemática e generalizada de milhões vistos como massas
indiscriminadas de subumanos sacrificáveis.
“O ambiente cultural para um holocausto humano está
presente sempre que qualquer sociedade é desencaminhada e passa a definir indivíduos
como menos que humanos e, portanto, destituídos de valor e respeito.”[3]
É preciso que toda a sociedade proteste!
Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho
Mestre em Direito
Doutor em Sociologia
Livre Docente em Filosofia do Direito
Professor de Hermenêutica Jurídica e Estudos do Imaginário
Jurídico da UFC
[1]
Citado em ANKERBERG, John. WELDON, John. Os Fatos sobre o Aborto. Trad.
Eros Pasquini Jr. Porto Alegre: Chamada, 1999, p. 7
[2]
ROBERTSON, David.As cartas para Dawkins. Trad.Vanderson Moura da Silva.
Brasília: Monergismo, 2009, p. 116
[3] BRENNAN, William. Medical
Holocausts: Exterminative Medicine in Nazi Germany and Contemporary America.
Boston, MA: Nordland Pub. International, Inc. 1980, vol. 1, p. 68
quinta-feira, 21 de março de 2013
PEDRO NÃO FOI PAPA (I)
Quando Jesus perguntou aos seus
discípulos QUEM eles diziam que ele era, Pedro, tomando a palavra, falou em
nome de todos, dizendo: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16: 16).
Nesse momento, nos evangelhos de Marcos e Lucas, a narrativa termina. Mateus,
por sua vez, registra as palavras que Jesus disse a Pedro em seguida. Os outros
evangelistas não registram a contuidade do diálogo que prossegue em Mateus
porque ele não acrescentava novas informações teológicas, antes, tão somente
confirmava o valor da confissão de Pedro.
Mateus
diz que Jesus felicitou Pedro pela confissão acertada que fizera, assegurando
que ele falara por revelação do Pai (Mateus 16: 17). Depois disso, Jesus disse:
“Pois também eu te digo que tu és
Pedro e SOBRE ESTA PEDRA edificarei a minha igreja...” (Mateus 16: 18).
O
nome masculino “Pedro” vem de “petros” (grego), que significa “fragmento”, mas
“pedra”, termo feminino, vem de “petra” (grego), que significa uma grande
rocha. Jesus disse que, apesar de Pedro ser apenas um fragmento, a sua
confissão (ou aquele a quem ele confessara) era uma rocha. A “pedra” era a
confissão de Pedro (a divindade de Cristo) e não o próprio Pedro. Se Jesus
quisesse dizer que a pedra era Pedro, ele teria dito: “sobre TI edificarei a
minha igreja”.
Pedro,
inconstante como era, jamais poderia ser o sustentáculo inamovível da igreja.
No mesmo capítulo 16 de seu evangelho, Mateus narra:
“E Pedro, tomando-o de parte,
começou a repreende-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te
acontecerá isso. Ele (Jesus), porém, VOLTANDO-SE, DISSE PARA PEDRO: PARA TRÁS
DE MIM, SATANÁS, QUE ME SERVES DE ESCÂNDALO...” (Mateus 16: 22, 23).
O
próprio Pedro disse que Jesus era a “pedra” (Atos 4: 11, 12; I Pedro 1: 4, 6,
7). Paulo diz que “a pedra era Cristo” (I Cor. 10: 4) e que “ninguém pode pôr
outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (I Cor. 3:
11).
Paulo
diz explicitamente que Jesus é a pedra sobre a qual a igreja está edificada:
“... de que JESUS CRISTO É A
PRINCIPAL PEDRA DA ESQUINA; NO QUAL TODO EDIFÍCIO, BEM AJUSTADO, CRESCE PARA
TEMPLO SANTO NO SENHOR, NO QUAL TAMBÉM VÓS JUNTAMENTE SOIS EDIFICADOS PARA
MORADA DE DEUS NO ESPÍRITO.” (Efésios 2: 21-22).
Quanto
a Jesus falar na terceira pessoa se referindo a si mesmo (“esta pedra”), nós
vemos isso em outra ocasião:
“Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas
Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça
do ângulo. Pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos?... E,
quem cair SOBRE ESTA PEDRA, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair
ficará reduzido a pó” (Mateus 21:42 e 44).
Rev. Glauco Barreira Magalhães
Filho
Doutor em Teologia
Doutor em Ministério
Pós-graduado em Teologia
Histórica e Dogmática
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