CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE

Seja bem-vindo a "CRISTIANISMO E UNIVERSIDADE". Aqui procuraremos apresentar artigos acerca de assuntos acadêmicos relacionados aos mais diversos saberes, mantendo sempre a premissa de que a teologia é a rainha das ciências, pois trata dos fundamentos (pressupostos) de todo pensamento, bem como de seu encerramento ou coroamento final. Inspiramo-nos em John Wesley, leitor voraz de poesia e filosofia clássica, conhecedor e professor de várias línguas, escritor de livros de medicina, teólogo, filantropo, professor de Oxford e pregador fervoroso do avivamento espiritual que incendiou a Inglaterra no século XVIII.

A situação atual é avaliada dentro de seus vários aspectos modais (econômico, jurídico, político, linguístico, etc.), mas com a certeza de que esses momentos da realidade precisam encontrar um fator último e absoluto que lhes dê coerência. Esse fator último define a cosmovisão adotada. Caso não reconheçamos Deus nela, incorreremos no erro de absolutizar algum aspecto modal, que é relativo por definição.

A nossa cosmovisão não é baseada na dicotomia "forma e matéria" (pensamento greco-clássico), nem na dicotomia "natureza-graça" (catolicismo), nem na "natureza-liberdade" (humanismo), mas, sim, na tricotomia "criação-queda-redenção" (pensamento evangélico).

ESTE BLOG INICIOU EM 09 DE JANEIRO DE 2012





sábado, 30 de março de 2013

CANTATA "CONHECIDO PELOS CRAVOS"




A referida Cantata também será apresentada no dia 02 de abril/ 2013 no Auditório Central do Centro Universitário Estácio do Ceará/ FIC (Rua Vicente Linhares, n. 308 - Aldeota) - 20h. Em ambas as apresentações, o Rev. Glauco Barreira Magalhães Filho estará ministrando uma palavra sobre a obra redentora de Jesus.

quarta-feira, 27 de março de 2013

O MÉDICO E O ABORTO OU O MÉDICO E O MONSTRO


Em 1973, a Suprema Corte dos Estados Unidos, estabeleceu que o início da vida era uma “questão difícil”, apesar de praticamente todo livro-texto de medicina e biologia até aquela época pressupor que a vida humana começava na concepção. A partir dessa perspectiva, a Suprema Corte decidiu a favor do aborto, sem dar à vida o benefício da dúvida.
            Dois anos antes referida decisão da Suprema Corte dos EUA (Roe versus Wade), 220 conceituados médicos, cientistas e professores entregaram um documento para a Suprema Corte, mostrando que a ciência moderna já havia definido a concepção como o início da pessoa humana e que a vida humana é um processo contínuo.
            Patrick A. Trueman, que ajudou a preparar um sumário para a Suprema Corte do Estado de Illinois acerca da criança não nascida, disse:

            “Nós incluímos um depoimento de um professor de medicina detalhando 19 livros-texto no assunto da embriologia usados nas faculdades de medicina de hoje que concordam universalmente que a vida começa na concepção... todos esses livros-texto concordam que é nesse momento que a vida começa. A corte derrubou isso – ela não poderia ter derrubado isso porque houve um fundamento lógico/biológico para essa tal lei”.

            Quanto ao fato de o embrião ser uma pessoa, basta lembrar a vida intra-uterina é influenciada por acontecimentos relativos a si e a mãe de uma maneira determinante para o temperamento e para a memória inconsciente. O Dr. McCarthy De Mere, que é tanto um clínico quanto um professor de Direito na Universidade do Tennesse, declarou:

            “O momento exato do início do ser pessoa e do corpo humano é o momento da concepção”.

            O Dr. Jerome Lejeune, professor de Genética Fundamental na Universidade Descartes (Paris), disse:

            “Cada indivíduo tem um começo bastante singular, o momento da sua concepção”.

            O professor Roth da Escola de Medicina da Universidade de Havard já enfatizou:

            “É incorreto afirmar que dados biológicos não possam ser conclusivos... É cientificamente correto dizer-se que uma vida humana individual começa na concepção... e que esse humano em desenvolvimento é sempre um membro de nossa espécie em todos os estágios da vida por que passa”.

            Landrum B. Shettles, médico e Ph. D, disse:

            “Há um fato que ninguém pode negar: seres humanos começam na concepção”.

            Contra os que dizem que o feto é uma pessoa incompleta ou em potencial, citamos o Dr. Alfred Bongiovanni, da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia:

            “E eu não afirmaria que aqueles primeiros estágios representam um ser humano incompleto como também não afirmaria que uma criança, antes dos fortes efeitos da puberdade... não é um ser humano. Trata-se de vida humana em cada um desses estágios, se bem que incompleta até o final da adolescência”.

            É dever moral do médico ser contra o aborto. O Código Internacional de Ética Médica afirma:

            “Um médico deve sempre ter em mente a importância de se preservar a vida humana, desde a concepção até a morte”.

            A Declaração de Geneticista cobra dos médicos o seguinte:

            “Eu terei o máximo de respeito pela vida humana a partir do momento da concepção; mesmo sob ameaça, não farei uso de meus conhecimentos de medicina de forma contrária às leis da humanidade”.

            As afirmações acima podem ser encontradas no Boletim da Associação Mundial de Medicina de abril de 1949 (vol. 1, p. 22) e janeiro de 1950 (vol. 2, p. 5).

Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho
Doutor em Sociologia
Livre-docente em Filosofia


segunda-feira, 25 de março de 2013

O QUE BÍBLIA DIZ SOBRE O HOMOSSEXUALISMO


ANTIGO TESTAMENTO:                   

“Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, os dois terão praticado uma abominação” (Levítico 20: 13).

“Com varão não te deitarás, como se fosse mulher: abominação é” (Levítico 18: 22).
No contexto em que estes versículos estão inseridos, Deus também condena o incesto, a relação sexual com animais e o sacrifício de crianças (o que hoje ocorre através do aborto).

NOVO TESTAMENTO:

“Pois substituíram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura em lugar do Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso, Deus os entregou a paixões desonrosas. Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira, abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro. Assim, por haver rejeitado o conhecimento de Deus, foram entregues pelo próprio Deus a uma mentalidade condenável para fazerem coisas que não convém; cheios de toda forma de injustiça, malícia, cobiça, maldade, inveja, homicídio, discórdia, engano, depravação; sendo intrometidos, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos, arrogantes, inventores de males, desobedientes aos pais; insensatos, indignos de confiança, sem afeto natural, sem misericórdia; os quais conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que praticam essas coisas, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam” (Romanos 1: 25-32)

“Reconhecendo que a lei não é feita para o justo, mas para os transgressores e insubordinados, incrédulos e pecadores, ímpios e profanos, para os que matam pai e mãe e para homicidas, devassos, homossexuais, exploradores de homens, mentirosos, os que proferem falsos juramentos e para todo o que é contrário a sã doutrina, a qual está em harmonia com o que me foi confiado, a saber, o evangelho da glória do Deus bendito” (I Timóteo 1: 9-11).

“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, NEM OS QUE SE SUBMETEM A PRÁTICAS HOMOSSEXUAIS, NEM OS QUE AS PROCURAM, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem caluniadores, nem os que cometem fraudes herdarão o reino de Deus. ALGUNS DE VÓS ÉREIS ASSIM. MAS FOSTES LAVADOS, SANTIFICADOS E JUSTIFICADOS EM NOME DO SENHOR JESUS CRISTO E NO ESPÍRITO DO NOSSO DEUS” (I Coríntios 6: 9-11).

domingo, 24 de março de 2013

PEDRO NÃO FOI PAPA (PARTE II)


Jesus mandou Pedro apascentar ovelhas (“Apascenta as minhas ovelhas” – João 21: 16, 17), mas não o mandou pastorear pastores. Ele nunca foi príncipe entre os apóstolos. Quando ele quis saber sobre a vida do apóstolo João (“Senhor, e deste que será?” – João 21: 21), Jesus lhe respondeu: “Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu” (João 21: 22).
            Paulo mostra que a reputação de Pedro não o colocava em superioridade a Tiago e João:

“E conhecendo Tiago, Cefas (= Pedro) e João, que eram CONSIDERADOS COMO AS COLUNAS...” (Gálatas 1: 9)

            Ainda, assim, Paulo não considerou a reputação desses três como sinal de qualquer superioridade em relação aos demais:

“E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram” (Gálatas 2: 6)

            Paulo não temeu repreender a Pedro abertamente:

“E, chegando Pedro a Antioquia, eu lhe resisti na cara, porque era repreensível.... disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios e não como os judeu, por que obrigas os gentios a viverem como os judeus?” (Gálatas 2: 11 e 14).

            No Concílio de Jerusalém, o primeiro da história da igreja, Pedro e Paulo trouxeram elementos fáticos que informaram a decisão, mas foi Tiago quem deu a palavra decisiva e final (Atos 15: 13- 22). Tiago tinha maior destaque que Pedro na igreja pioneira de Jerusalém. Quando Paulo foi a Jerusalém, reuniu-se com os presbíteros da igreja na casa de Tiago (Atos 21: 18). Os crentes de Jerusalém, como disse Paulo, eram “da parte de Tiago” (Gálatas 2: 12).
            Pedro se submetia ao colégio apostólico:

“Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, ENVIARAM lá Pedro e João” (Atos 8: 14).

            Pedro disse que Jesus, não ele, era o “sumo Pastor” (I Pedro 5: 4).
Pedro nunca disse que era papa, nem a Bíblia nunca fala em sucessão papal. Não há também nenhuma prova de que Pedro tenha sido bispo de Roma. Na carta de Paulo para a igreja de Roma, ele manda saudação para muita gente (Romanos 16), mas nunca fala em Pedro. Trata-se de uma carta para corrigir erros doutrinários, mas isso seria desnecessário se Pedro estivesse lá.
            Pedro, diferentemente dos papas, não acredita que tinha poder de perdoar pecados:

“Mas disse-lhe Pedro.... Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade e ORA A DEUS, PARA QUE, PORVENTURA, TE SEJA PERDOADO O PENSAMENTO DO TEU CORAÇÃO” (Atos 8: 20-22).

            È verdade que Pedro recebeu as chaves do Reino dos Céus (ministério de pregação), mas todos os apóstolos também receberam. Eis o que Jesus disse aos doze reunidos:

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu” (Mateus 18: 18)

            Essas chaves anteriormente estavam na mão dos escribas e fariseus (Mateus 23: 13).
Pedro, diferentemente dos papas, não aceitava que alguém se curvasse perante ele:

“E, aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem” (Atos 10: 25-26)
           
            Pedro, diferentemente dos papas, tinha esposa que o acompanhava:

“Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e CEFAS (=Pedro)?” (I Coríntios 9: 5).

            A Bíblia, inclusive, menciona que Jesus curou a sogra de Pedro (Marcos 1: 29-31).
            Pedro se considerava um pastor como qualquer outro:

“Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou TAMBÉM PRESBÍTERO COM ELES...” (II Pedro 5: 1)

            Quando Marcos registra que o anjo disse as mulheres para avisar acerca da ressurreição de Cristo aos discípulos e a Pedro (Marcos 16: 7), isso não indica nenhuma superioridade de Pedro, mas, sim, uma possível discriminação da sua pessoa entre os discípulos pelo fato de ele ter negado Jesus três vezes depois de ter dito que todos os outros negariam menos ele. 

Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho
Doutor em Teologia
Doutor em Ministério
Pós-graduado em Teologia Histórica e Dogmática
Professor de Hermenêutica
Professor de História das Missões

sexta-feira, 22 de março de 2013

MANIFESTAÇÃO CONTRA ABORTO EM FORTALEZA


LEGALIZAÇÃO DO ABORTO: A VOLTA À BARBÁRIE



Ao receber a notícia de que o Conselho Federal de Medicina se manifestou a favor do aborto até o terceiro mês de gravidez, eu fiquei revoltado. A minha indignação vinha por eu assistir uma profissão que cuida da vida e faz juramento de preservá-la sendo instrumentalizada por movimentos políticos aliados do partido governista. É a típica vassalagem dos intelectuais ou profissionais ao poder, algo próprio dos regimes autoritários.
            Do ponto de vista prático, isso é uma desproporcionalidade. Depois que o mundo inventou tantos métodos para evitar filhos, voltamos a discutir o assassinato depois da concepção. A cultura da morte é também a cultura do materialismo e do hedonismo. Filhos podem ser sacrificados para não serem um fardo no orçamento dos pais.O aborto torna-se a saída mais rápida para quem não quer ter um “déficit” de prazer na relação sexual pelo uso de preservativos, ou, ainda, sendo mulher, quer evitar os desconfortos decorrentes do uso de pílulas anticoncepcionais.
            A legalização do aborto é o retorno da barbárie.O próximo passo é aceitar o canibalismo. E para quem acha que estou exagerando, recomendo que ouça as palavras do famoso abortista Peter Singer:

            “Os mentalmente defeituosos não têm direito à vida, podendo, portanto, ser mortos para servir de alimento – se nós viéssemos a desenvolver um gosto pela carne humana – ou para o fim de experimentação científica”.[1]


            Peter Singer também disse que “bebês débeis mentais não possuem direitos maiores do que os de certos animais” (Independent Extra – 13 de setembro de 2006).
            Bill Hamilton, renomado biólogo darwinista e defensor do aborto, disse que tinha mais simpatia por uma samambaia do que por uma criança chorando. David Robertson disse o seguinte sobre Hamilton:

            “Ele argumentava que os machos estavam grandemente fadados a competirem e que a finalidade do sexo era limpar o conjunto genético da população filtrando os inúteis e os fracos. O macho de condição baixa é melhor morto. Tudo na natureza, de acordo com Hamilton, podia ser explicado como resultado da competição de genes. Ele defendia um radical programa de infanticídio, eugenia e eutanásia a fim de salvar o mundo. Acreditava que a medicina moderna estava causando dano ao permitir que os fracos sobrevivessem, preservando assim os genes deles”.[2]

            Para concluir, cito as palavras de William Brennan:

            “Embora cada holocausto uma vez praticado seja um evento sem precedentes por si só, isso não deveria diminuir o que todos os holocaustos têm em comum... a destruição sistemática e generalizada de milhões vistos como massas indiscriminadas de subumanos sacrificáveis.
            “O ambiente cultural para um holocausto humano está presente sempre que qualquer sociedade é desencaminhada e passa a definir indivíduos como menos que humanos e, portanto, destituídos de valor e respeito.”[3] 
                                               
                   É preciso que toda a sociedade proteste!

Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho
Mestre em Direito
Doutor em Sociologia
Livre Docente em Filosofia do Direito
Professor de Hermenêutica Jurídica e Estudos do Imaginário Jurídico da UFC


                       




[1] Citado em ANKERBERG, John. WELDON, John. Os Fatos sobre o Aborto. Trad. Eros Pasquini Jr. Porto Alegre: Chamada, 1999, p. 7
[2] ROBERTSON, David.As cartas para Dawkins. Trad.Vanderson Moura da Silva. Brasília: Monergismo, 2009, p. 116
[3] BRENNAN, William. Medical Holocausts: Exterminative Medicine in Nazi Germany and Contemporary America. Boston, MA: Nordland Pub. International, Inc. 1980, vol. 1, p. 68

quinta-feira, 21 de março de 2013

PEDRO NÃO FOI PAPA (I)


Quando Jesus perguntou aos seus discípulos QUEM eles diziam que ele era, Pedro, tomando a palavra, falou em nome de todos, dizendo: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16: 16). Nesse momento, nos evangelhos de Marcos e Lucas, a narrativa termina. Mateus, por sua vez, registra as palavras que Jesus disse a Pedro em seguida. Os outros evangelistas não registram a contuidade do diálogo que prossegue em Mateus porque ele não acrescentava novas informações teológicas, antes, tão somente confirmava o valor da confissão de Pedro.
            Mateus diz que Jesus felicitou Pedro pela confissão acertada que fizera, assegurando que ele falara por revelação do Pai (Mateus 16: 17). Depois disso, Jesus disse:

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e SOBRE ESTA PEDRA edificarei a minha igreja...” (Mateus 16: 18).

            O nome masculino “Pedro” vem de “petros” (grego), que significa “fragmento”, mas “pedra”, termo feminino, vem de “petra” (grego), que significa uma grande rocha. Jesus disse que, apesar de Pedro ser apenas um fragmento, a sua confissão (ou aquele a quem ele confessara) era uma rocha. A “pedra” era a confissão de Pedro (a divindade de Cristo) e não o próprio Pedro. Se Jesus quisesse dizer que a pedra era Pedro, ele teria dito: “sobre TI edificarei a minha igreja”.
            Pedro, inconstante como era, jamais poderia ser o sustentáculo inamovível da igreja. No mesmo capítulo 16 de seu evangelho, Mateus narra:

“E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreende-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele (Jesus), porém, VOLTANDO-SE, DISSE PARA PEDRO: PARA TRÁS DE MIM, SATANÁS, QUE ME SERVES DE ESCÂNDALO...” (Mateus 16: 22, 23).

            O próprio Pedro disse que Jesus era a “pedra” (Atos 4: 11, 12; I Pedro 1: 4, 6, 7). Paulo diz que “a pedra era Cristo” (I Cor. 10: 4) e que “ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (I Cor. 3: 11).
            Paulo diz explicitamente que Jesus é a pedra sobre a qual a igreja está edificada:

“... de que JESUS CRISTO É A PRINCIPAL PEDRA DA ESQUINA; NO QUAL TODO EDIFÍCIO, BEM AJUSTADO, CRESCE PARA TEMPLO SANTO NO SENHOR, NO QUAL TAMBÉM VÓS JUNTAMENTE SOIS EDIFICADOS PARA MORADA DE DEUS NO ESPÍRITO.” (Efésios 2: 21-22).
            Quanto a Jesus falar na terceira pessoa se referindo a si mesmo (“esta pedra”), nós vemos isso em outra ocasião:

“Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo. Pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos?... E, quem cair SOBRE ESTA PEDRA, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó” (Mateus 21:42 e 44).

Rev. Glauco Barreira Magalhães Filho
Doutor em Teologia
Doutor em Ministério
Pós-graduado em Teologia Histórica e Dogmática