
“....ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3: 11).
O texto acima
fala de um batismo com o Espírito Santo e com fogo. Trata-se de uma só
experiência, pois se destina ao mesmo público (“VOS batizará). Não há divisão
de grupos (“estes e aqueles”, “nós ou vós e eles”). Além disso o artigo definido
“o” só aparece uma vez (“com O Espírito Santo e com fogo”). Esses indicativos
já deixariam tudo claro, mas, em acréscimo, observamos que a segunda aparição
do termo “com” está em itálico, indicando não fazer parte do texto original.
Assim, uma tradução literal seria “com o Espírito Santo e fogo”.
Em passagem
paralela a de Mateus, Lucas mantém o segundo “com”, mas sem o artigo (“o”) para
indicar ser uma só experiência: “... esse vos batizará com O Espírito Santo e
com fogo” (Lucas 3: 16). O termo grego traduzido por “com” pode também ser
traduzido por “em”. Os que defendem batismo por aspersão preferem traduzir por “com”,
enquanto os que batizam por imersão (batistas) traduzem por “em”. Seguindo a
tradução batista, temos “em + o (= no)” na primeira referência e “em” (sem o
artigo) na segunda. A tradução batista é a Revisada, que já foi publicada pela
JUERP. Ela traz assim: “... ele vos batizará NO Espírito Santo e EM fogo”
(Lucas 3: 16). Com isso, fica tudo muito claro: Jesus batizará no Espírito
Santo e o Espírito Santo em (forma de) fogo.
Lucas escreveu
tanto o Evangelho que leva seu nome como o livro de Atos. No livro de Atos, ele
registra o cumprimento da promessa de João Batista. No dia de Pentecoste, houve
batismo no Espírito Santo (Atos 1: 5). Para os discípulos, entenderem que se
cumpria a palavra de João Batista, antes da experiência apareceram dois sinais:
VENTO (Atos 2: 2) e FOGO (Atos 2: 3). Ora, a palavra “Espírito” na Bíblia
significa “vento”. Portanto, vento e fogo é Espírito e fogo.
Algumas
pessoas querem confundir as coisas, dizendo que Lucas foi que pensou que era
vento e fogo, pois o texto apenas diz que era “COMO vento” e “COMO QUE de fogo”.
Devemos, porém, lembrar que Lucas estava escrevendo sob a inspiração do
Espírito Santo e toda Escritura é proveitosa (II Timóteo 3: 16; Rom. 15: 4). Se
não fosse vento e fogo, mas apenas parecesse “Vento e Fogo” e Lucas dissesse
isso, deveríamos aprender do que lhe pareceu (do que ele escreveu) e não do que
não nos foi dito. No entanto, quando a Bíblia diz “Como”, diferentemente de
nosso uso, ela não está dizendo que parece, mas, sim, QUE É. Isso fica claro em
exemplos paralelos inequívocos que aparecem em II Coríntios 3: 18 e I Coríntios
3: 15.
Alguns ainda querem se perturbar com o fato de a Bíblia falar no versículo seguinte ao que menciona "batismo no Espírito Santo e fogo" do fogo de condenação e juízo (Mateus 3: 11-12). Devemos, porém, nos lembrar que Lucas e Mateus não colocaram toda a pregação de João Batista, mas fragmentos que podem ter sido ditos não em ordem imediata na expressão oral. Mateus e Lucas, por exemplo, registram partes diferentes do discurso de João Batista na mesma ocasião. Obviamente, cada escritor registrou aquilo que mais se afinava às prioridades enfáticas de suas narrativas. Em Mateus, o objetivo da seleção de fragmentos e da ordem de apresentação, é óbvio. Depois de falar aos fariseus para juízo e dizer que o seu batismo só é legítimo para os que se arrependem, os quais seriam por Jesus batizados no Espírito Santo e fogo, João diz que Jesus no final vai separar os dois grupos, havendo gozo de uns (os arrependidos, batizados no Espírito Santo e fogo) e tormento dos outros (os hipócritas). Em Lucas, a questão é outra. O evangelista narra a pergunta feita a João Batista sobre se ele era o Cristo. Lucas, então, diz que o Cristo seria aquele que batizaria seus arrependidos no Espírito Santo e fogo (Lucas 3: 16) e separaria para julgamento (Lucas 3:17). A ordem de Lucas é a de Paulo: Jesus instauraria primeira a era da graça ou do Espírito, quando batizaria no Espírito Santo e fogo, e, em dispensação posterior seria o juiz de todos (aí se fala em fogo de condenação). Ambos os evangelistas selecionaram trechos da pregação de João Batista e organizaram segundo uma ordem de ênfase doutrinária. Nenhuma das formas de organização está errada, pois ambas estão de acordo com tudo o que designara AQUELE que inspirava a pregação de João Batista: o Espírito Santo!
Apesar de falar no fogo do juízo, a Bíblia é muita clara também em falar do fogo do Espírito Santo para os crentes (Apocalipse 4: 5). Nesse caso, fogo é poder capacitador (Atos 1: 8; Atos 10: 38). Isaías se dispôs ao ministério depois de ser tocado por uma brasa viva (Isaías 6: 6-8). Moisés tornou-se um profeta libertador depois que o Senhor falou com ele na sarça ardente. A tradução literal de I Tessalonicenses 5: 19 é "Não APAGUEIS o Espírito!".
Alguns ainda querem se perturbar com o fato de a Bíblia falar no versículo seguinte ao que menciona "batismo no Espírito Santo e fogo" do fogo de condenação e juízo (Mateus 3: 11-12). Devemos, porém, nos lembrar que Lucas e Mateus não colocaram toda a pregação de João Batista, mas fragmentos que podem ter sido ditos não em ordem imediata na expressão oral. Mateus e Lucas, por exemplo, registram partes diferentes do discurso de João Batista na mesma ocasião. Obviamente, cada escritor registrou aquilo que mais se afinava às prioridades enfáticas de suas narrativas. Em Mateus, o objetivo da seleção de fragmentos e da ordem de apresentação, é óbvio. Depois de falar aos fariseus para juízo e dizer que o seu batismo só é legítimo para os que se arrependem, os quais seriam por Jesus batizados no Espírito Santo e fogo, João diz que Jesus no final vai separar os dois grupos, havendo gozo de uns (os arrependidos, batizados no Espírito Santo e fogo) e tormento dos outros (os hipócritas). Em Lucas, a questão é outra. O evangelista narra a pergunta feita a João Batista sobre se ele era o Cristo. Lucas, então, diz que o Cristo seria aquele que batizaria seus arrependidos no Espírito Santo e fogo (Lucas 3: 16) e separaria para julgamento (Lucas 3:17). A ordem de Lucas é a de Paulo: Jesus instauraria primeira a era da graça ou do Espírito, quando batizaria no Espírito Santo e fogo, e, em dispensação posterior seria o juiz de todos (aí se fala em fogo de condenação). Ambos os evangelistas selecionaram trechos da pregação de João Batista e organizaram segundo uma ordem de ênfase doutrinária. Nenhuma das formas de organização está errada, pois ambas estão de acordo com tudo o que designara AQUELE que inspirava a pregação de João Batista: o Espírito Santo!
Apesar de falar no fogo do juízo, a Bíblia é muita clara também em falar do fogo do Espírito Santo para os crentes (Apocalipse 4: 5). Nesse caso, fogo é poder capacitador (Atos 1: 8; Atos 10: 38). Isaías se dispôs ao ministério depois de ser tocado por uma brasa viva (Isaías 6: 6-8). Moisés tornou-se um profeta libertador depois que o Senhor falou com ele na sarça ardente. A tradução literal de I Tessalonicenses 5: 19 é "Não APAGUEIS o Espírito!".
Fica,
portanto, claríssimo que o batismo NO Espírito Santo e EM fogo é uma só
experiência!!!
Rev. Glauco
Barreira Magalhães Filho
Quer dizer que no dia de Pentecostes houve fogo e vento literalmente? Ou apenas o som de vento e as línguas eram apenas vistas?🤔
ResponderExcluirJá ouvi gente dizer q se fosse vento literal teria quebrado tudo,eles teriam apenas ouvido o som de um vento
Como diz no artigo, as expressões "como que" na bíblia, significa "QUE É". E para Lucas, o autor do livro, eram sim, vento e fogo. O som do vento impetuoso representando o Espírito Santo, que na língua original, se usa a mesma palavra para vento e Espírito, e o fogo que seria o revestimento de poder, para representar o batismo com o Espírito Santo e fogo.
ExcluirQuer dizer que quando a bíblia usa a palavra "como que"não significa uma comparação?figura de linguagem?
ResponderExcluirE se era vento literal não haveria quebrado tudo ao redor?
Acho q não estou entendendo 🤔
Lucas viu essas línguas em FORMA DE FOGO sobre os discípulos ou houve fogo e esse vento impetuoso?